terça-feira, 9 de setembro de 2014

Eu (não) quero é gastar!

Consumismo é uma bitch. Não acho que eu seja um cara muito gastador, mas voltimeia me pego sentindo aquela urgência de ter alguma coisa que eu sei que, no fundo, não preciso. Não me entendam mal, não quero pagar de moralista e dizer que comprar é errado (apesar de achar que, de maneira geral, as pessoas exageram), mas eu gosto de me controlar nesse aspecto. Se não fosse assim eu sei que gastaria MUITO!

Desde que eu me lembro sempre teve alguma coisa, geralmente tecnológica, que me despertou esse instinto. Quando era criança foi o tamagochi, depois o gameboy color, o gameboy advance, nintendo 64... Alguns eu ganhei, a maioria não. Por um tempo ficava com invejinha dos amigos que tinham o objeto de cobiça, ou dos moleques das propagandas na tv, que sempre pareciam tão felizes. Mas logo descobria outro gadget para focar as minhas energias.

Quem nunca sonhou com um Game Boy Color?
O apetrecho mais emblemático nessa história toda foi um minigravador (de fita!) que ganhei no natal. Algum tempo antes eu havia ficado encantado com o que o vizinho do primeiro andar possuía e perturbei a cabeça dos meus pais para ganhar um igual. É que eu tinha achado muito legal esse lance de poder gravar a voz e depois tocá-la mais rápido, mais devagar, de trás pra frente... Desnecessário dizer que a brincadeira não durou nem o tempo de acabarem as pilhas.

O dito cujo. Testei e não funcionou, deve ser a poeira acumulada.
Hoje sou um pouco mais consciente, mas, infelizmente (ou felizmente), ninguém é de ferro. De vez em quando eu cedo à tentação e gasto um pouquinho mais do que devia. Ultimamente meu bolso anda se coçando pra comprar um e-reader, ou talvez um tablet pra ler HQs. Já cheguei algumas vezes na página de "confirmar pagamento", mas nunca fui adiante. Sempre paro pra pensar se não seria melhor gastar com algo mais produtivo e acabo não comprando. Acho isso uma coisa boa. Com tantos planos e objetivos para conquistar uma aquisição dessas não seria de muita utilidade.

É irônico pensar que o estopim dessa mudança foi um gravador. Parando agora pra pensar, ele não foi tão inútil quanto eu achava. Afinal, continua funcionando aqui na minha cabeça, maisrápido, m a i s  d e v a g a r, ed àsrt arp etnerf...