sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Fazendo as Malas - Tour por SP Parte 4 - Hopi Hari e Campinas

Confira antes a parte 1, a parte 2 e a parte 3!

Acordamos cedo, tomamos café da manhã e botamos o pé na estrada novamente. Nosso destino era o Hopi Hari e deixamos o Google Maps nos guiar, o que acabou sendo um erro: ele levou a gente para os fundos do parque, na parte de manutenção. Perdemos uns belos 20~30 minutos nessa brincadeira até conseguirmos achar a entrada correta.
Ao chegarmos veio a surpresa número 1: o estacionamento custava 'somente' R$45! E foi aí que começou todo o problema... Havia, na placa que informava os preços, um aviso que dizia que, caso houvesse algum objeto de valor no carro, o motorista deveria solicitar um documento para ser preenchido no guichê.

Fizemos isso e fomos informados pela funcionária que eles nunca receberam esse formulário e que ninguém nunca o solicitou, então ela não sabia muito bem o que fazer. O detalhe é que não era uma placa novinha que informava isso, ao contrário, era uma daquelas que já estavam até descascando! No final da conversa ela disse que deveríamos pegar os pertences de valor e levar até o SAV (Serviço de Atendimento ao Visitante), pois eles poderiam cuidar deles em segurança.

Resolvemos obedecer e fomos até a entrada do parque com câmeras, computador, tablet, o pacote todo. Passamos pela segurança e, antes mesmo de passarmos pela roleta de entrada, tivemos o bom senso de confirmar a informação com um funcionário do próprio parque (afinal, o estacionamento é terceirizado). Ele foi bem solícito e chamou seu supervisor, que disse que poderíamos deixar tudo no SAV sem o menor problema, só não poderíamos mexer nas coisas até a hora de irmos embora.

"Tudo ótimo", pensamos! E resolvemos atravessar a roleta.

Carimbos de entrada!

O parque parece vazio, né? Mas é pq tá todo mundo na fila da montanha russa!
No caminho até o SAV ainda paramos para comprar o VIP Pass (a previsão da fila da montanha russa era de mais de 3 horas, tornando o dito cujo indispensável), por R$50 com direito a 5 fura-filas para brinquedos preestabelecidos por eles.

Chegando ao SAV havia um pequena fila de 3 pessoas e demoramos uns 20 minutos para finalmente sermos atendidos. Contamos toda a história para a funcionária e ela disse que nunca o SAV nunca havia ficado com pertences de clientes e que isso não poderia acontecer, que eles não tinham como se responsabilizar por nada. 

Aí já viu, né? Eu já comecei a ficar p*ta da vida, revoltadíssima com as horas que estávamos perdendo tentando resolver algo que deveria ser super simples e todas as soluções que eu tentava arrumar eram respondidas com um 'não'. No final ela queria me dar permissão para voltar pro estacionamento com todo o equipamento como se essa fosse uma resolução fantástica para o problema...

A história toda foi inacreditável, eu diria. Meus nervos já estavam à flor da pele e quem resolveu a questão foi o supervisor lá da roleta: ele arrumou um saco preto de lixo, nós colocamos as coisas ali, assinamos um papel com a descrição do que era e ele deixou o saco com o funcionário que cuidava do aluguel dos carrinhos de bebês.

Perdemos pelo menos 1 hora e meia para tentar resolver esse problema simples, acreditam?

Nessa altura eu já estava morrendo de fome, com a adrenalina a mil por hora e o Lucas teve a brilhante ideia de irmos direto pra montanha russa (já eram quase 14h e o passe rápido só durava até 15h)! A plaquinha na entrada da atração informava uma previsão de 3 horas e meia de fila, mas com o VIP Pass não foram nem 10 minutos! Eu sei que foi tanta emoção junta que eu saí de lá com os músculos todos doendo hahahaha! Mas, verdade seja dita, a Montezum é super legal! É a quinta maior montanha russa de madeira do mundo e os segundos que duram o passeio são realmente radicais!

Saindo de lá fomos catar algo para comer e, claro, nos assustamos novamente com os preços abusivos. A solução foi se contentar com um cachorro quente e ir ver o resto do parque.

Muita atrações estavam fechadas para manutenção (eles alegam que fazem um rodízio, mas tinham umas 10 atrações fechadas em plena época de férias escolares... Estranho, não?), então eu recomendo que, antes de sair de casa, você confira no site se o que brinquedo que você quer ir estará funcionando.

Uma das principais atrações estava fechada :(
Fomos no bate bate (e eu juro que me machuquei! Os cintos são muito ruins e machucam muito na hora da pancada!), no chapéu mexicano (tá, eu pulei esse pq fico enjoada, mas o Lucas foi!), no barco viking (meu preferido!!), na montanha russa no escuro (nem tão escuro assim), na roda gigante (onde encontramos uma família tão revoltada com o Hopi Hari quanto nós)... Até a um show de música country nós assistimos! Na verdade, só fugimos mesmo das atrações pagas à parte (cobrar por brinquedos que dão brindes eu até entendo, mas cobrar por brinquedos aleatórios não tem sentido).

A principal atração paga a parte
Já era noite quando retiramos nossos objetos de valor e fomos para Campinas jantar. Escolhemos o Giovannetti, tradicional na cidade e não nos arrependemos! Os chopps vieram gelados (junto com pires, para contar o quanto bebemos na hora de pedir a conta!) e a comida estava deliciosa! Pedimos 2 croquetes de carne e um sanduíche 'Moleza' para dividirmos e tudo estava divino! Apesar do sanduíche ser somente um pão francês, valeu a pena, pois vem abarrotado de recheio!

A noite ficou completa quando Beethoven, o São Bernardo mascote da casa (que já está na terceira geração), resolveu aparecer! Aquela bola peluda é o sucesso do restaurante! Super charmoso, ele fica desfilando por entre as mesas acompanhado de seu adestrador. Ele só não é muito fotogênico: não ficou parado em nenhuma das fotos e todas saíram tremidas :(

Chopp já no finzinho e sanduíche 'moleza' já meio devorado
Pra terminarmos a noite com estilo, ainda fomos na Casa da Sobremesa, onde eu pedi um brigadeiro (gostoso, mas nada demais) e o Lucas se esbaldou em um sorvete de chocolate meio amargo, que ele amou.